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sexta-feira, 14 de março de 2014

A neutralidade da Suíça

Quando mencionamos o nome "Suíça", a primeira coisa que vem à mente das pessoas, geralmente, são os famosos chocolates (mesmo em um país que não produz cacau); ou então a magnitude e a perfeição dos relógios que lá são confeccionados; ou ainda, a beleza e simpatia dos Alpes suíços, cobertos de neve; talvez até a imponência dos bancos ultra seguros, sigilosos e refinados.

Porém, puxando um pouco mais para o lado histórico, a Suíça notabilizou-se, sobretudo no cenário europeu, pela imparcialidade, ou melhor, pela neutralidade nos grandes momentos de crise que abalaram o continente na primeira metade do século XX: a I e a II Guerra Mundial. Conseguiu passar por estes conflitos sem "tomar parte", mesmo encravado numa região estratégica da Europa, entre a Alemanha, a Itália, a França, e o que na época era o Império Austro-Húngaro - hoje apenas Áustria.

Emblema da Federação Suíça de Futebol.
Mas essa imparcialidade também caracterizou e - em termos - ainda caracteriza o futebol suíço. Afinal, a seleção nacional nunca "fez mal a ninguém". O maior feito dos suíços foi na Copa do  Mundo de 2006, na Alemanha, quando conseguiram o feito inédito de passar toda a fase de grupos sem sofrer um gol sequer. Avançaram em 1º. lugar no grupo, na frente, inclusive, da França, mas nas Oitavas-de-Finais, mesmo tendo conseguido manter a defesa sem sofrer gols com a bola rolando, foi eliminada nos pênaltis pela seleção da Ucrânia.
Os únicos títulos conquistados pelos suíços foram nas categoriais de base, com um Campeonato Europeu sub-17, vencido em 2002, e uma Copa do Mundo, também sub-17, alcançada em 2009.

São títulos recentes, que comprovam a qualidade técnica dos jovens atletas formados no país, mas que também mostram uma deficiência e uma incapacidade de fazer estes garotos evoluírem e desempenharem todo seu talento conforme vão amadurecendo.
Esta deficiência é, em parte, explicada pelo baixo nível de qualidade do campeonato local que, apesar de concentrar times de tradição, são equipes que muito raramente conseguem algum resultado de maior expressão em competições europeias.

Contudo, aos poucos essa máxima vai se desfazendo, e os jovens suíços vão conquistando espaço no cenário europeu, atuando em grandes clubes, disputando bons e competitivos campeonatos, e conseguindo se destacar nestas competições. Dos jogadores que tem sido escalados constantemente como titulares nas últimas partidas, são muito poucos os que ainda atuam no Campeonato Suíço. A maioria está espalhada pela Europa, com destaque para a vizinha Alemanha, onde atuam boa parte destes atletas.

A começar pelo goleiro: uma das unanimidades da equipe, Diego Benaglio é sinônimo de segurança, tanto na seleção, quanto no Wolfsburg. Junto com ele, no clube alemão, joga o jovem lateral-esquerdo Ricardo Rodriguez, que apesar da juventude, já é titular da seleção.
Na outra lateral, a experiência de Stephan Lichtsteiner, titular absoluto da Juventus, o melhor time da Itália nos últimos anos. 
Shaqiri, jogador do Bayern de Munique
em partida pela Seleção Suíça.
Na defesa, o principal destaque é Johan Djourou, que depois de uma passagem não muito bem sucedida pelo Arsenal, da Inglaterra, vem mostrando melhor qualidade no campeonato alemão, pelo Hamburgo.

No meio campo, são várias as boas opções do consagrado técnico alemão Ottmar Hitzfeld - bi-campeão da UEFA Champions League, com Bayern de Munique e Borussia Dortmund (único treinador do mundo a vencer duas vezes esta competição com dois times diferentes, mas do mesmo país), várias vezes campeão alemão e suíço.
A começar pelo grande nome do time, Xherdan Shaqiri, que atua no melhor time do mundo: o poderoso Bayern de Munique. Preciso nos passes, veloz, bom finalizador e ambidestro, ainda não se firmou como titular da equipe alemã, apenas pela grande quantidade e qualidade dos jogadores desta posição no elenco bávaro.
Outros bons nomes do setor intermediário suíço são o jovem Granit Xhaka, hoje atuando no Borussia Mönchengladbah; os experientes Gokhan Inler, Blerim Dzemaili e Valon Behrami, que atuam juntos no Napoli, da Itália; além do canhoto Valentin Sotcker - um dos poucos que atuam no futebol suíço - do tradicional FC Basel.

Já no ataque, as opções mais usadas pelo comandante são Admir Mehmedi, do Freiburg; Eren Derdiyok, do Bayer Leverkusen; Josip Drmic, do Nuremberg - todos jogando na Bundesliga; além de Haris Seferovic, do espanhol Real Sociedad.

Essa nova geração, bastante talentosa, vem superando as crises que apontavam a Suíça como uma equipe que só sabia se defender, que apresentava um futebol fechado e retrancado. E tem feito isso sem, no entanto, deixar a desejar no setor defensivo.
Não à toa, esteve entre os oito melhores no ranking da FIFA em Novembro de 2013, classificando-se para a Copa do Mundo no Brasil como um dos "cabeça-de-chave".

No sorteio, teve relativa sorte ao enfrentar uma seleção fraca, que é a de Honduras, mas acabou tendo azar ao ter de encarar os perigosos e velozes equatorianos, além da tradicional seleção da França.
Tem boas chances de classificação, e pode ir longe, sobretudo com o elenco que possui. Mas acredito muito pouco que possa surpreender alguma das seleções consideradas favoritas.











quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A seleção da UEFA

Hoje tive contato com a lista de jogadores que a UEFA elegeu como sua seleção de melhores na temporada 2013. E para o meu próprio espanto e de muitos mais, acabei gostando bastante das escolhas feitas, principalmente em comparação à seleção feita pela FIFA.

É verdade que no setor defensivo pouco mudou, continuam Manuel Neuer (Bayern de Munique) como goleiro, Phillip Lahm (Bayern de Munique) como lateral-direito, Thiago Silva (Paris-Saint Germain) e Sérgio Ramos (Real Madrid) como zagueiros – apesar de continuar achando este último um jogador grosso, pouco habilidoso e extremamente violento, e facilmente substituído pelo alemão Matts Hummels, do Borussia Dortmund. O que, em suma, mudo na defesa das “seleções” foi o lateral-esquerdo: ao invés do bisonho e ultrapassado lateral-direito brasileiro, Daniel Alves (Barcelona), o jovem e promissor austríaco David Alaba (Bayern de Munique).

No meio-campo é onde ficam as modificações mais significativas: no lugar do “puxassaquísmo” barato ao Barcelona – elegendo os espanhóis Xavi e Iniesta, mesmo em temporadas apenas medianas – uma escolha mais diversificada, com o alemão Mesut Özil (Real Madrid/Arsenal), sobretudo por seu genial início de temporada na equipe londrina, Marco Reus (Borussia Dortmund),  alemão que, apesar da sombra vivida pela auri-negra  sob o ano mágico do Bayern de Munique, conseguiu uma temporada de ótimas atuações e números fantásticos. Além deles, o galês Gareth Bale (Tottenham/Real Madrid) - "o mais caro da história" - que vai aos poucos se adaptando ao time da capital espanhola, depois de algumas temporadas fenomenais no clube londrino. Muitos podem dizer que ele está demorando muito a se adaptar no Real, que ele não merece o valor que foi pago por ele... o que eu sei é que ele fez o suficiente para constar nesta lista, e continua sendo infinitamente melhor que Neymar. E para completar o meio da seleção da UEFA, da FIFA, de qualquer admirador do bom futebol, o francês Frank Ribéry (Bayern de Munique) – ídolo da equipe bávara, cérebro e destaque individual deste time que tanto nos ensinou a jogar coletivamente.

E no ataque: o melhor do mundo – segundo a FIFA -  em 2013, o português Cristiano Ronaldo, que dispensa comentários, seja nos jogos pelo Real Madrid, seja pela seleção lusitana, cuja classificação ao Mundial deve em boa parte ao gajo, camisa 7 madridista. Ao lado dele, o melhor centroavante do mundo, o sueco Zlatan Ibrahimovic (PSG), dono de muitos e muito bonitos gols na Ligue 1 e nas atuações pela seleção da Suécia. Mesmo com a eliminação para Portugal, o gigante sueco provou sua capacidade técnica e de liderança ao dificultar ao extremo o caminho luso para o mundial. O grande azar de Ibra foi ter que disputar na repescagem uma vaga justamente contra Cristiano Ronaldo.

Assim, a escalação da entidade europeia foi muito menos tendenciosa e muito mais justa, condecorando jogadores que realmente fizeram temporadas muito boas.  A ausência, sobretudo, do argentino Lionel Messi é injusta? Talvez! Mas não há como negar que os escolhidos pela UEFA fizeram tanto ou mais por merecer para estarem nesta lista

Parabéns à UEFA!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Previsão para a Champions League

Enfim chegamos ao "mata-mata"! A Champions League - maior competição de clubes do mundo - conheceu no último meio de semana os 16 classificados às Oitavas de Final, que começam só na segunda metade de Fevereiro do 2014. Contudo, hoje mais cedo tivemos o sorteio que definiu como ficaram os duelos desta próxima fase da competição.
Talvez os dois principais favoritos da competição - Barcelona e Bayern Munique -  foram quem tiveram maior azar no sorteio, uma vez que conseguiram escapar de um temido duelo contra o gigante Milan, mas não conseguiram fugir de duas perigosas equipes inglesas: O Manchester City e o Arsenal, respectivamente.

Mas vamos analisar individualmente aos duelos:

Manchester City (ING) x Barcelona (ESP)
É um confronto onde, apesar de certa vantagem do Barcelona, poderemos ter surpresa.
O Manchester City já deu provas nesta temporada de que possui um ataque formidavelmente letal, independentemente de adversários. Na Premier League, por exemplo, foram 47 gols marcados, em apenas 16 partidas, média praticamente de 3 gols por partida. Só a título de comparação, o  Arsenal - líder do Campeonato Inglês - tem 33 gols marcados nos mesmos 16 jogos (média pouco superior a 2 gols por jogo).
Portanto, o time catalão, com seu poderoso meio-campo e ataque, precisa de muito cuidado, justamente no setor do campo que inspira menos confiança, que é sua defesa, que ainda carece de companhia para Piqué, e um substituto à altura de Victor Valdés, que se despede de Camp Nou no fim do ano.
Barcelona deve passar, mas não sem muitas dificuldades!

Olympiacos (GRE) x Manchester United (ING)
Mesmo em fase muito irregular, o milionário Manchester United  é  favorito contra o tradicional time grego. Mas precisará de muito cuidado
O clube inglês vive um momento de crise pós saída de Alex Fergusson, com derrotas inexplicáveis e um elenco bastante contestado, que ocupa apenas a 8ª colocação da Premier League. Apesar disso, confirmou o favoritismo na fase de grupos da Champions League, e classificou-se na primeira colocação.
Já o Olympiacos conquistou uma classificação sofrida, inclusive empatando em pontos com o Benfica, de Portugal, e ficando em segundo lugar na chave do forte PSG. Se credencia a enfrentar o tradicional clube inglês, vindo de uma inacreditável campanha no Campeonato Grego - 14 vitórias e 1 empate, em 15 jogos; 45 gols marcados e apenas 4 sofridos - e pode oferecer dificuldades aos Red Devils.

Milan (ITA) x Atlético de Madri (ESP)
Único clube italiano classificado à próxima fase da Champions League, o tradicional clube de Milão terá pela frente, dos considerados "não-favoritos" o time mais temível dentre os classificados.
O Milan vive, tal como o Manchester United, uma fase muito ruim, mesclando bons jogos, com atuações a serem esquecidas. Tem um elenco de figurões que já não rendem, e jovens que não conseguem carregar o time sozinho. Ocupa a mísera 12ª colocação no Campeonato Italiano, com apenas 4 vitórias em 15 partidas disputadas. Conquistou a classificação às Oitavas de Finais da Champions League apenas na última rodada, com um sofrido empate em 0x0 com os holandeses do Ajax. Mesmo com toda sua história de glórias e títulos, deverá ficar de fora.
Já o Atlético de Madri vive talvez o momento mais glorioso de sua história. Após os título da UEFA Europa League (2009/2010 e 2011/2012), da Supercopa da UEFA (2010/2011 e 2012/2013) e da Copa do Rei da Espanha (2012/2013), o time colchonero agora lidera o Campeonato Espanhol, empatado em pontos com o Barcelona, e tem um elenco muito equilibrado. Conquistou com facilidade a classificação na fase de grupos, empatando apenas 1 (contra o Zenit, em São Petesburgo) e vencendo todos os outros cinco jogos, contra Porto, Zenit e Áustra Wien.
Serão confrontos muito acirrados, mas o momento incrível do Atlético de Madri deverá se sobrepor à história de títulos do Milan.

Bayer Leverkusen (ALE) x Paris Saint-Germain (FRA)
Mais um duelo de favoritismo evidente. Por mais que a equipe alemã tenha um elenco competitivo, e venha se reerguendo após algumas temporadas em baixa, o milionário PSG é franco favorito.
Com uma campanha muito irregular, o Bayern Leverkusen conquistou a classificação e o segundo lugar no grupo A, apenas na última rodada, com uma vitória por 1x0 contra o fraco Real Sociedad, da Espanha, mas deixando para trás o sempre perigoso Shaktar Donetsk, da Ucrânia. Na Bundesliga, é vice líder, 7 pontos atrás do homônimo de Munique, mas 5 pontos à frente dos aurinegros do Borussia Dortmund.
Já o – agora milionário PSG – encontra como adversários na briga pelo título do Francês, recém elevado à mesma categoria dos endinheirados, o Mônaco, e o menos pretensioso Lille. O elenco fortíssimo é forte candidato ao título da Champions League, ainda que sueco Ibrahimovic e o uruguaio Cavani ainda busquem o melhor entrosamento no ataque parisiense. Classificou-se com facilidade na Champions League, num grupo que ainda tinha Olympiacos, Benfica, e o fraco Anderlecht, da Bélgica.
Sem muito esforço, PSG deve garantir o avanço às Quartas de Finais.

Galatasary (TUR) x Chelsea (ING)

Jogar bem em casa e fazer um bom resultado: esta é a receita para o Galatasaray se quiser algum papel melhor que o de coadjuvante neste duelo. O time de Drogba, Sneijder e Cia., mesmo tendo eliminado na fase de grupos a sempre forte Juventus, da Itália, não tem elenco e nem força para derrubar os ingleses. Drogba e Sneijder, estrelas do time, ainda não assumiram o protagonismo que lhes cabe, mesmo na segundo temporada que já disputam na Turquia. No Campeonato Turco, o Galatasaray é apenas o terceiro colocado, já a 11 pontos de distância do líder Fenerbahce.
Já o Chelsea precisa apenas confirmar o favoritismo, e derrotar o clube onde agora joga o maior ídolo de sua história recente. Em fase de recuperação no Campeonato Inglês, onde já ocupa a vice liderança – empatado em pontos com o Liverpool - a equipe londrina teve poucas dificuldades para conquistar a classificação na Champions League, no grupo que ainda tinha o alemão Schalke 04, o suíço Basel, e o romeno Steaua Bucaresti. José Mourinho ainda precisa encontrar o melhor encaixe para todas as peças do bom elenco que tem em suas mãos, mas está no caminho certo.
O Galatasaray tem muito poucas chances de passar. Chelsea deve classificar sem maiores dificuldades.

Schalke 04 (ALE) x Real Madrid (ESP)

O time do Schalke, apesar de muito voluntarioso, não deve chegar mais longe do que já chegou. Não só porque enfrentará um adversário favoritíssimo ao título, mas também porque seu elenco não é dos mais confiáveis. Ocupando apenas a sexta colocação no Campeonato Alemão, o time depende muito da inspiração do jovem Julien Draxler, considerado por muitos a maior promessa do futebol europeu na atualidade. É muito pouco para um time que teve recentemente em seu elenco, nomes como o espanhol Raúl, e que revelou, também recentemente, o goleiro Neuer – considerado o melhor do mundo na atualidade. A classificação na Champions League veio com a segunda colocação no grupo E, que foi liderado pelo Chelsea.
Por outro lado, o Real Madrid, apesar da fase muito oscilante no Campeonato Espanhol, faz uma temporada de Champions League praticamente irretocável. Deixou de vencer apenas uma partida: contra a Juventus, em Turim. Mas, fora isso, foram resultados muito expressivos, como o 6x1 contra o Galatasaray, jogando na Turquia. Além disso, a fase vivida por Cristiano Ronaldo é assombrosa. O luso não para de marcar gols! No Campeonato Espanhol foram 17 gols em 15 jogos disputados (empatado na artilharia com o hispano-brasileiro Diego Costa). Na Champions League foram 9 em 6 jogos. Nesta competição a equipe estabeleceu um novo recorde de gols marcados nos seis primeiros jogos (fase de grupos): os merengues foram às redes 20 vezes. E com o aprimoramento da parceria com o galês Gareth Bale, a tendência é que essa média só aumente.
Mesmo confiando no talento de Draxler, é inevitável apontar para uma classificação sem dificuldades da equipe madrilenha.

Zenit (RUS) x Borussia Dortmund (ALE)

Neste duelo, mais uma vez temos um favorito: o atual vice campeão alemão e da Champions League, Borussia Dortmund.
O time do Zenit, de São Petesburgo não deve oferecer perigo ao time de Dortmund. Conquistou a classificação num grupo fraco, sofrendo para eliminar o Porto, do afundado futebol português, e o desconhecido Áustria Viena. Conseguiu apenas uma vitória em seis jogos, além de três empates e duas derrotas. Chega a ser um crime pensar que o Zenit ficou com a classificação, enquanto no grupe do Borussia Dortmund, a equipe que ficou em terceiro lugar, o temível Napoli, conquistou 12 pontos num grupo muito mais difícil do que o dos russos. Ainda que o time lidere o fraco Campeonato Russo, nem mesmo um super-herói, como brasileiro Hulk – um dos destaques do time - salvará os russos da eliminação na Champions League.
O Borussia conseguiu manter a forte base do elenco da temporada passada, e deve garantir o favoritismo contra o Zenit. Na fase de grupos da Champions League, os alemães tiveram muita dificuldade, uma vez que caíram no grupo mais forte da competição, contra os ingleses do Arsenal, os italianos do Napoli e os franceses do Olympique de Marseille. Borussia, Arsenal e Napoli terminaram a primeira fase com os mesmo 12 pontos (o Olympique não conquistou nenhum). Os alemães e os ingleses ficaram com a vaga nos critérios de desempate. Apesar da temporada nem tão boa na Bundesliga, onde ocupa apenas a terceira posição, 12 pontos atrás do líder Bayern de Munique, o Borussia é sempre uma equipe muito forte e competitiva, sobretudo jogando diante de sua apaixonada torcida. Resta saber como a equipe conseguirá se arrumar com a iminente saída de duas de suas principais peças do elenco: o jovem alemão Marco Reus, e o artilheiro polonês Robert Lewandowski.
Borussia classifica com facilidade e deve massacrar.

Arsenal (ING) x Bayern Munique (ALE)

Azar do Arsenal pegar (novamente) nas Oitavas de Finais, o poderoso e multicampeão Bayern de Munique.
O clube londrino, líder do campeonato inglês, fez uma fase de grupos na Champions League muito boa, mas perdeu a primeira posição no grupo e a perspectiva de duelos mais fáceis na fase seguinte, no último jogo, quando foi à Nápoles enfrentar o Napoli, e acabou perdendo por 2x0, mesmo com a equipe italiana eliminada. O Arsenal é uma das grandes promessas da temporada. Vive um ano de recuperação após temporadas muito oscilantes. Contudo, ter que duelar tão cedo contra o atual campeão da competição certamente não estava nos planos de Arsène Wenger e seus comandados. Não significa a eliminação, mas significa que o caminho inglês será difícil desde o começo.
Já o Bayern Munique dispense apresentações, campeão de tudo que disputou na última temporada, mantém a excelente fase, apesar da troca de treinador. Acendeu-se um pequeno sinal de alerta ao perder a final da Supercopa da Alemanha para o rival Borussia Dortmund, logo no começo desta temporada. Mas a larga vantagem na liderança na Bundesliga (7 pontos de dianteira, adquiridos em apenas 16 jogos), e o bom início de Champions League (5 vitórias e um tropeço inesperado para o Manchester City, em plena Allianz Arena, quando venciam por 2x0 e levaram a virada dos Citzens) o credenciam como favorito, não só neste duelo, mas também para faturar o bicampeonato europeu.
A vitória do Arsenal seria uma grata surpresa. Mas, não é o mais provável. Bayern deve classificar-se.

Há muito tempo ainda entre o sorteio e os primeiros jogos, então muita coisa ainda pode acontecer. Mas só surpresas ou desastres muito grandes poderão ir contra os favoritismos já estabelecidos a partir da definição dos confrontos.

É aguardar e torcer!

domingo, 10 de novembro de 2013

À sombra do campeão.

O Borussia Dortmund, um dos maiores times da Alemanha, vive um ótimo momento de sua história, tem um elenco incrível, é vice-líder do Campeonato Alemão, é atual vice-campeão Europeu, atua vice-campeão da Bundesliga, atual vice-campeão da Copa da Alemanha...
Mas só vices? 
É...
De pouco tem adiantado a fase excepcional do Borussia, se tem que encarar a melhor fase da história de seu maior rival alemão, o Bayern de Munique. Todos esse vices tem sempre o mesmo clube Bávaro como líder/campeão.

O Borussia é um dos maiores times da Alemanha e da Europa, com 8 títulos alemães, 1 título Europeu em 1996/1997 - e campeão intercontinental no fim de 1997.
Um passado glorioso, mas que não se compara ao início de década de 2010, em que o clube vem alcançando seu maiores e mais expressivos resultados.

E não há como negar: o elenco do Borussia Dortmund é da mais alta qualidade, e de um nível fora de qualquer padrão. Consegue aliar técnica e garra; experiência e juventude; força física e velocidade.

A experiência começa pelo goleiro Weidenfeller, que com 33 anos vive talvez a melhor fase de sua carreira, que já tem dez anos como arqueiro titular do time auri-negro.

A zaga, nem tão experiente, mas muito segura, é um dos pontos fortes desta que é uma equipe muito equilibrada entre defesa-meio-ataque. A começar pelo miolo central, com o alemão Mats Hummels, titular de sua seleção, é um dos melhores zagueiros do mundo na atualidade. Seu companheiro de zaga, o sérvio Neven Subotic é também um excelente zagueiro, muito veloz e ótimo desarmador. Recentemente o clube contratou outro defensor, o grego Sokratis Papasthatopoulos, que apesar do nome complicado, joga simples, e pode ser um substituto, se não à altura, pelo menos ocupando o espaço para uma possível e quase provável saída de Mats Hummels.

Os laterais da equipe de Dortmund são bons. Não são excepcionalmente bons, como a maioria do restante do elenco, mas são suficientemente bons para não comprometer o desempenho da equipe. Na direita, o polonês Lukasz Piszczek: costuma marcar muitos gols. E na esquerda, mais qualificado do que Piszczekm está o alemão Marcel Schmelzer, inclusive convocado algumas vezes para sua seleção.

No meio de campo, a qualidade técnica mesclada com a eficiência tática é o que garante o bom desempenho ofensivo e defensivo do Borussia.
Começando pelo experiente volante Sebastian Kehl, de 33 anos, que nesta temporada firmou-se como titular absoluto dos "pretos-e-amarelos", depois de participar de duas Copas do Mundo com a seleção da Alemanha (2002 e 2006).
Outro grande nome da equipe, que vem conquistando espaço na estelar seleção alemã, é  Ilkay Gündogan: volante muito versátil, ótimo finalizador, e jogador que dá dinâmica às ações do time.
O elenco do Borussia é composto por vários jogadores da seleção polonesa. Um deles é o meia Jakub Blazczykowski - ou simplesmente "Kuba" - um excelente finalizador, joga aberto pela direita e é também detentor de um passe muito qualificado e sempre muito preciso.
Com a perda de um dos principais nomes recentes do Borussia Dortmund, o meia alemão Mário Götze - humildemente conhecido como "o Messi alemão" - o clube precisou ir às compras para encontrar alguém que pudesse substituir à altura a jovem promessa. E a escolha não poderia ter sido mais precisa. E mais cara.Os 27,5 milhões de Euros pagos pelo armênio Henrikh Mkhitaryan foi a maior quantia já desembolsada pelo Borussia por um atleta. Mas... valeu à pena! Depois de algumas temporadas no futebol ucraniano - com destaque para as duas temporadas fantásticas em que atuou pelo Shaktar Donetsk - o jovem armador já se firmou como peça fundamental da equipe alemã, sempre caracterizando suas atuações por muitos gols.
Além destes, a equipe de Dortmund tem outros nomes muito qualificados como opção para o meio campo, como o turco Nuri Sahin, que pertence ao Real Madrid, mas cujo passe está para ser comprado pelo Borussia; e os alemães Sven Bender e Kevin Grosskreutz.

No ataque, o clube tem dois nomes fantásticos, do mais alto nível no futebol mundial. O centroavante e artilheiro Robert Lewadowski - um dos 23 melhores jogadores do mundo em 2013, eleitos pela FIFA. Goleador nato, ganhou ainda mais visibilidade na temporada passada da Champions League ao marcar quatro gols numa mesma partida contra o gigante Real Madrid.
Seu companheiro de ataque é o não menos qualificado Marco Reus - cobiçado por praticamente todos os grandes clubes da Europa - tem um estilo de jogo muito parecido com o do luso Cristiano Ronaldo. Joga aberto na ponta esquerda, tem muita velocidade, capacidade técnica de drible muito aguçada, e um poder de finalização quase sempre fatal. Vem conquistando espaço na seleção da Alemanha, onde precisa disputar vaga com nomes como Thomas Müller, Lukas Podolski, e muitos outros.
Com a iminente saída do artilheiro Lewandowski, o Borussia contratou na última janela de transferências o atacante gabonês Pierre-Emerica Aubameyang, que apesar de não se comparar ao craque polonês, tem muito potencial e pode crescer junto com a equipe. A atleta estava no Saint-Etiénne, da França.

O elenco é muito qualificado, mas o principal mérito por sua montagem e esquematização é do treinador Jürgen Klopp. Depois de sete anos no modesto Mainz 05, Klopp assumiu o Borussia em 2008, e foi o responsável por definir as principais contratações que hoje compõe a equipe, por montar taticamente o time - que foi bi-campeão alemão consecutivo em 2010/2011 e 2011/2012. É um dos melhores - se não o melhor - treinador do mundo, sempre procurando montar um time ofensivo, jogando verticalmente, que hoje tem o melhor ataque do Campeonato Alemão. A vice-liderança se deve a alguns tropeços de começo de temporada, que mais adiante poder punir a equipe , já que o arqui-rival Bayern de Munique já começou a disparar na dianteira da tabela.

Na Champions League, o tropeço em casa diante do inglês Arsenal pode ser fatal para a classificação do Borussia Dortmund no "grupo da morte" da competição, contra, além do Arsenal, Napoli, da Itália e Olympique de Marseille, da França. O time alemão está em terceiro, com 6 pontos - três a menos do que os líderes Arsenal e Napoli. Contudo, se fizer sua parte, o Borussia tem muitas chances de embalar na competição e fazer frente aos "gigantes favoritos" nas fases eliminatórias.

Será a temporada para o Borussia Dortmund desbancar o rival Bayern de Munique?

Favoritos x "menos favoritos" da Champions League

A temporada da Champions League 2013/2014 tem apresentado poucas surpresas: o favoritos tem conseguido fazer seus resultados, poucas zebras tem acontecido. 

Por exemplo, times como Áustria Viena, Steua Bucarest, Real Sociedad, Viktoria Plzen, e outros, vem confirmado seus papeis enquanto coadjuvantes, mantendo-se apenas como "vítimas" dos grandes favoritos.

Estes, por sua vez, vem se confirmando cada vez mais: o Barcelona de Messi e Cia.; o Real Madrid de Cristiano Ronaldo e Bale; o Bayern, defendendo o título com seu excelente time; talvez possamos incluir o Paris Saint-Germain, liderado por Ibrahimovic; e o milionário Manchester United, apesar da fase inconstante.

Contudo, algumas equipes que por diversos motivos, não tem tanto êxito e tanta visibilidade quanto aqueles citados acima podem surpreender os grandes favoritos. Em geral são equipes que há alguns anos não vinham tendo grandes temporadas, mas que parecem ter finalmente voltado aos trilhos das vitórias, ou então equipes qualificadas, mas que muitas vezes são ofuscadas pela excelência de outras equipes maiores em seus respectivos países.

Sendo assim, resolvemos fazer uma análise minuciosa destas equipes, grandes sim, mas "menos favoritas" do que os gigantes do cenário europeu ao título da atual Champions League.