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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Los "Hermanos" e a esperança em Messi.

Associación de Fútbol da Argentina
Depois de certo vexame na última edição, com fraca atuação de Messi e uma eliminação vergonhosa para a Alemanha por 4 a 0 nas quartas de final, muitos apostam nos “Hermanos”. Porém, eles chegam ao mundial como uma incógnita: será que o melhor jogador do mundo de 2009 a 2012 conseguirá desencantar nesta Copa? O forte ataque portenho conseguirá se sobrepor à sua frágil defesa?

É a hora e a vez de Messi mostrar que é craque e gravar seu nome como um dos maiores jogadores da história da Argentina e do mundo. Todo mundo espera que ele “desencante” em Copas. Em 2006 era reserva por ser muito novo. Em 2010, apesar de alguns lampejos, não mostrou seu potencial e saiu da África do Sul sem marcar um gol sequer. Ninguém duvida da sua qualidade, mas para ter o direito de finalmente poder ser comparado a Diego Maradona, ainda que injustamente, ele precisa dar o terceiro título de Copa do Mundo aos argentinos.

Na primeira fase espera-se que a Argentina tenha vida fácil: no mesmo grupo que Nigéria, que é a seleção que mais pode oferecer resistência ao poderoso ataque; Bósnia, o time que mais pode ameaçar a inconstante defesa; e Irã, que é um dos principais candidatos a saco-de-pancadas de toda a copa.
O provável é que a Argentina termine a fase classificatória com nove pontos e sem nenhum susto. Daí pra frente é que é o problema. Contra seleções fortes, com ataques mais qualificados, a defesa argentina vai ser colocada a prova e o estrelado ataque realmente precisará mostrar seu real poder de fogo.

Do meio de campo pra frente é praticamente uma constelação: Mascherano é o xerife da equipe e, como admirador de bons volantes, aposto que será peça fundamental em uma possível campanha bem-sucedida. Fernando Gago é outro bom jogador que forma ótima dupla com Mascherano.
Na armação, Maxi Rodriguez terá a chance de repetir o excelente mundial que fez em 2006, na Alemanha com direito a golaço salvador na prorrogação contra o México nas oitavas-de-final. Jogando ao lado dele, titular absoluto e uma das grandes esperanças dos argentinos: Ángel Dí Maria, que alia velocidade, qualidade na armação e na finalização e muita habilidade, tendo sido o principal destaque do Real Madrid, recentemente campeão europeu.

Messi, Higuaín, Agüero e Di Maria: os grandes nomes do futebol portenho.
o ataque é uma posição que deve gerar muita dor de cabeça para o técnico Alejandro Sabella. Messi é incontestável e então sobram três excelentes atacantes para no máximo duas vagas no time titular, caso for optado pelo esquema 4-3-3: Agüero é o mais provável titular, pois vem de várias temporadas jogando em alto nível e já mostrou tanto pelo seu clube, Manchester City quanto pela seleção que tem capacidade de decidir partidas difíceis; Higuaín, que fez boa temporada no Napoli , e Lavezzi, que apesar da sombra de Cavani e Ibrahimovic, tem se destacado no PSG. Os três disputam uma possível terceira vaga no estrelado ataque argentino, que ainda conta com o experiente Palacio e a contestável ausência de Tévez na lista de convocados.

O ponto fraco, e muito fraco por sinal, é como sempre a defesa. Na maioria são jogadores veteranos e que apesar de certa qualidade, são muito inconstantes e costumam falhar. Nomes conhecidos na Europa como Otamendi, do Porto - atuando por empréstimo no Atlético-MG; Ezequiel Garay, do Benfica; Pablo Zabaleta do Manchester City são os principais destaques do setor defensivo argentino, embora nunca se saiba o que esperar deles.
O goleiro, Sérgio Romero, que apesar de praticar defesas difíceis, também falha muito e não transmite segurança. Podemos esperar muitas lambanças da zaga, alguns frangos, muitos cartões e muitos gols também.

Toda essa geração de excelentes atacantes têm provavelmente mais duas copas pela frente. Messi, por exemplo, terá 34 anos em 2022.
Um craque ainda sem Copas

E eu mesmo não sendo argentino, espero que ele tome gosto por mundiais, afinal é bom demais ver o baixinho jogar.





Texto publicado por Diogo Conti

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Troféus merecidos

Merecidamente, depois de 4 anos vendo o arqui-rival ser consagrado, Cristiano Ronaldo faturou a Bola de Ouro ao ser eleito pela FIFA o melhor jogador de futebol em 2013.
Os méritos da conquista: 69 gols em 59 jogos, assumindo cada vez mais enfaticamente o papel de líder, craque e artilheiro, tanto no Real Madrid, mas principalmente na seleção de Portugal, onde ainda lhe faltavam grandes atuações destacáveis. E se alguém ainda tinha dúvidas, Ronaldo foi o grande responsável pela classificação lusitana ao mundial de 2014, sobretudo na repescagem, contra a Suécia, coroando um ano fantástico.
Há sim que ressaltar alguns pontos sobre os concorrentes: Messi viveu um ano excelente: jogou bem praticamente todas as partidas em que atuou. Mas atuou em muito menos partidas do que o que fomos acostumados. E as lesões que atingiram Messi nessa temporada foram exatamente as grandes responsáveis para que Messi chegasse ao dia de hoje com menos chances de levar a Bola de Ouro; enquanto isso, Ribéry teve também um ano fenomenal, ganhando praticamente tudo que disputou. Mas seus méritos pessoais não ficam tão evidentes, já que o grande valor do Bayern para ser campeão alemão, europeu e mundial foi a coletividade homogênea e equilibrada que pouco permitiria o brilho de uma estrela única.
Ainda temos que acrescentar o apoio à louvável homenagem concedida à Pelé. O melhor de todos os tempos não poderia ficar sem este troféu, principalmente por este bairrismo e eurocentrismo retrógrado que ainda nos acomete.
Jupp Heynckes, como não poderia e deveria ser diferente foi escolhido o melhor treinador de 2013.
A escolha da melhor jogadora é questionável: será mesmo que a goleira da seleção da Alemanha, Nadine Angerer, teve uma temporada superior à da melhor de todos os tempos, a brasileira Marta?
O prêmio Puskas, para o gol mais bonito da temporada, mais uma vez, foi merecidamente condecorado. Zlatan Ibrahimovic fez um dos gols mais bonitos da história, ao dar uma bicicleta de muito longe do gol adversário. A FIFA fez justiça dando o prêmio ao gigante sueco, uma vez que o gol,  foi "pintado" em 2012, poucos dias depois da escolha dos finalistas a este premio na temporada anterior.
E para a seleção do mundo na última temporada, sempre haverá quem prefira um ou outro jogador, mas a base realmente é a que foi eleita por Blatter e Cia.
Neur; Lahm, Thiago Silva, Sérgio Ramos e Daniel Alves; Xavi, Iniesta e Ribéry; Messi, Cristiano Ronaldo e Ibrahimovic.
Eu questionaria apenas a presença de Daniel Alves, que é um lateral medíocre, e Sérgio Ramos, que é um zagueiro fraco e extremamente violento.
No geral, as homenagens e premiações foram bem elencadas e merecidamente concedidas, o que é novidade no "padrão FIFA" de fazer futebol.