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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

E assim segue o Barcelona...

Um resultado bastante expressivo, principalmente se considerarmos a grandiosidade do Milan. Mas um resultado justo.
Não pela forma e pela ocasião como aconteceram os gols, mas pela atuação do Barcelona, e pela covardia do técnico italiano Maximiliano Allegri.

O 3x1 favorável aos catalães foi construído com os dois primeiros gols marcados irregularmente: no primeiro deles, um pênalti não existente e marcado pelo árbitro da partida, quando Neymar, ao sentir a mão do adversário tocá-lo, se joga na área; e o segundo, no cruzamento de Xavi, Busquets estava impedido para cabecear e marcar o 2x0.

Apesar das irregularidades, o resultado foi merecido! O Barcelona foi superior em toda partida, criou inúmeras chances além dos 3 gols marcados, e só não ampliou por falta de capricho dos seus jogadores, por algumas defesas importantes do goleiro milanês Abiatti.

O Milan descontou numa boa jogada de Kaká, contando com o azar de Piqué, que colocou a bola dentro do próprio gol. Kaká, aliás, que teve boa atuação, e que ofensivamente foi o jogador mais lúcido do Milan, que no primeiro tempo ainda teve outro brasileiro: o apagado selecionável Robinho, em uma atuação lastimável.

No segundo tempo, o Barcelona dominou ainda mais o adversário, e criou algumas oportunidades, como o gol que sacramentou o placar final da partida: uma bela jogada de Messi, em tabela com Fábregas, que culminou em mais um gol marcado pelo craque argentino.
Neymar, Messi e Sánchez foram os melhores do jogo, todos eles com muita movimentação e boas trocas de passes.

Ainda assim, o Barcelona continua sendo um time monótono, que toca para o lado a bola em 95% das oportunidades que tem de tocar, que por vezes dá sono ver jogar, que nem sempre mostra o brilho que pode ter com o elenco que possui. Acontece que os 5% em que o time resolver jogar de forma aguda, vertical, e efetivamente ofensiva, tem sido cada vez mais decisivo.

Ao Milan resta lutar pela segunda colocação no grupo H da Champions League, afinal, o primeiro lugar deverá inevitavelmente ser ocupado pelo Barcelona.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Quem não tem Diego Costa, caça com Robinho.

Depois da lastimável perda do atacante hispano-brasileiro Diego Costa, do Atlético de Madrid - que optou por defender a seleção da Espanha - a Confederação Brasileira de Futebol, personificada no treinador de sua seleção, Luis Felipe Scolari, resolveu tentar convocar alguém que pudesse suprimir essa rejeição de Diego Costa. Alguém que tivesse alguma representatividade e um certo apelo junto ao torcedor.

E o escolhido foi... Robinho!

Exatamente!
O "craque" das pedaladas!

Tão carregadas de rancor foram as declarações de Luís Felipe Scolari e do presidente da CBF, José Maria Marin, que ficou óbvio e explícito para quem quisesse ver, que a convocação de Robinho foi um consolo ao torcedor brasileiro, um "remendo", um "tapa-buracos" da situação.

É evidente que Robinho é um jogador altamente qualificado, ágil, veloz, ótimo driblador, com passagens por clubes de alto nível, como Santos, Real Madrid, Manchester City e Milan, onde atua hoje. Já comprovou inúmeras vezes, na própria seleção, que tem sim condições de defender o Brasil.

O grande problema, no entanto, é o momento e a situação em que esta convocação foi feita: além de servir como segunda opção às escolhas de Felipão, Robinho estava há dois anos sem vestir a amarelinha, e atua na Itália, justo num momento de absoluto declínio do futebol deste país e, sobretudo, um momento muito instável e fraco tecnicamente do Milan.
Num campeonato que perdeu qualidade e reconhecimento nas últimas temporadas, que tem o nível de qualidade declinado na maioria das equipes, a equipe "rossonera" ocupa a mísera e indigesta décima colocação, atrás de times minúsculos, como a Atalanta, a Udinese e o Hellas Verona.
Mesmo na Champions League, o time vive também uma fase intranquila, principalmente com a derrota em casa para o Barcelona. Ainda assim, consegue ocupar a segunda colocação de um grupo que tem, além de Milan e Barcelona, o Ajax (da Holanda) e o Celtic (da Escócia).

E mesmo com essa fase nem tão "agradável" do Milan, Robinho não tem nem conseguido se firmar como titular. O técnico Maximiliano Allegri faz um revezamento no ataque, e Robinho acaba tendo que brigar por vaga com, principalmente, mais três italianos: Matri, Balotelli e El Shaarawy. Em onze jogos pela "Séria A" - a primeira divisão do Campeonato Italiano - o brasileiro marcou apenas dois gols.
Além disso, antes dessa lembrança de Felipão, Robinho passou longos meses esquecido pela maioria dos brasileiros, ora por má fase técnica, ora por lesões.

Então eu pergunto a você: por quê Robinho?

Sabe porquê? Mídia e média com o povo brasileiro.
Foi o modo que a CBF criou para tentar iludir os torcedores da seleção, e tentar apagar o vergonhoso fato da rejeição recém sofrida. Tampar o buraco aberto por este "não", que se não fechado, acabará revelando ainda mais a vexante realidade da gestão do futebol no Brasil, e as condições subumanas que a maioria dos jogadores tem para exercer sua profissão.

Robinho pode voltar a brilhar na seleção brasileira?
Sim!

E vai voltar, de fato, a brilhar? 
Dificilmente! Pelo menos não agora.

Espero que essa situação tão vexante sirva, ao menos, para que alguém se dê conta do descaso da CBF para com a maioria dos clubes e jogadores, e que o Brasil não precise passar por mais ocasiões deprimentes como essa , sendo preterido por um "nativo", pois suas instituições organizadoras não são capazes de realmente organizar o esporte nacional. 
Que não precisemos ficar passando por vergonhas como essa, e por perdas técnicas de milhares de "Diegos Costas", espalhados por todos os cantos deste país!