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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Muita especulação, pouco de concreto.

O ano velho termina, um novo começa e o mercado de transferências no futebol continua agitado, seja aqui no Brasil, ou mesmo nos clubes estrangeiros.

 No Brasil, alguns clubes tem feito contratações muito pontuais, conseguindo qualificar razoavelmente seus elencos. Como é o caso de Santos, que principalmente do meio pra frente conseguiu muito boas contratações; o Cruzeiro, que conseguiu manter a base do time campeão brasileiro na temporada passada, e as peças perdidas foram satisfatoriamente repostas; o Palmeiras, que também manteve a base do time campeão da Série B, e fez aquisições muito importantes para a montagem de seu elenco; para um time que  se supõe disputará a Segunda Divisão, o Vasco também tem feito boas escolhas para montar o time que buscará o acesso. E só!

Os demais, ou ainda tem mais especulações do que negociações concretizadas, ou não apresentam nenhuma alternativa para qualificar seus respectivos plantéis.

Os destaques negativos ficam por conta de Atlético-MG que perdeu Bernard no meio do ano passado e ainda pode perder Ronaldinho, e ficar sem opções criativas para defender o título da Libertadores; o Corinthians que ainda não apresentou soluções para seus problemas ofensivos, tão evidenciados em 2013; e o mesmo serve para o Grêmio, que não só não trouxe caras novas para o ataque, e também pode perder Vargas e Kléber, além de jogadores que voltaran de empréstimo e ao invés de serem aproveitados, foram novamente "passados adiante".

Éverton Ribeiro no Manchester United, Seedorf como técnico do Milan, Beckham no River Plate, Falcão Garcia e Luis Suárez no Real Madrid... tudo especulação!

 No exterior, quem pouco precisava se reforçar é quem melhor já contratou: Robert Lewandowski é oficialmente jogador do Bayern de Munique, equipe campeã mundial que parece se tornar ainda mais letal.

Ainda é cedo para criar expectativas, mas parece-me que teremos um 2014 tão nivelado quanto 2013.

E como em 2013, infelizmente, nivelado por baixo, no caso do futebol nacional.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A vergonha de quem está acostumado a virar a mesa

O que tem acontecido nos dias que se seguem ao fim da Campeonato Brasileiro é uma sequência de tentativas desesperadas de clubes considerados grandes, objetivando fugir do rebaixamento através de ações extra campo, movidas por vias judiciais, já que dentro de campo tais equipes foram tão ou mais medíocres e ridículas, quanto tem sido fora dele.

Fluminense e Vasco tentam arrumar brechas no regulamente para escapar de um descenço que é motivado por inúmeros outros motivos, que variam muito longe dos alegados nos recursos que movem junto ao STJD.

Convenhamos: o Vasco não foi rebaixado porque o jogo contra o Atlético-PR ficou parado (graças à briga de seus próprios torcedores) 16 minutos a mais do que a uma hora prevista como passível pelo regulamento. Uma mesquinharia que beira o desumano, visto que o jogo ficou paralisado tanto tempo tendo em vista a grave situação de alguns torcedores depois da batalha promovida entre os próprios.
O rebaixamento da equipe de São Januário é causado pela vergonha que é a administração financeira do clube. Jogadores sem salário não rendem. A derrota na última partida - em cujo resultado nada interferiu a paralisação -  foi só mais uma da temporada tenebrosa vivida pelo clube.

Convenhamos II: tudo bem que o regulamento é claro, e que o meia Héverton não deveria ter entrado em campo na última rodada, contra o Grêmio, mas que diferença isso faz nos reveses incansáveis do tricolor carioca no campeonato, ou mesmo na vitória sobre o Bahia, na última temporada? Que diferença Héverton fez no jogo contra o Grêmio, que possa ter influenciado no desempenho do Fluminense na temporada - tão vexante quanto a do rival Vasco?
Nem quero mencionar aqui a discutível imparcialidade dos julgamentos promovidos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, sempre desfavorecendo atletas de clubes de "menor expressão".

A Portuguesa tem que ser punida? Sim.
Rebaixada? Talvez!
E o Fluminense salvo? De forma nenhuma!

Se a Portuguesa tem que sofrer punição, que sejam 5 os rebaixados, e consequentemente 5 os promovidos da Série B para a Série A em 2014! Que se rebaixe Fluminense, Portuguesa, Vasco, Ponte Preta e Náutico, enquanto suba, além dos já classificados Palmeiras, Chapecoense, Sport e Figueirense, o quinto colocado na Segundona 2013, no caso o Icasa.

Pela vergonha das temporadas que fizeram, Vasco e Fluminense deveriam jogar a Série B de 2014, com a humilhação de estar na Segundona, mas com a certeza de estar, por caminhos limpos, onde fizeram por merecer. Muito melhor do que estar na primeira divisão, mesmo sabendo do campeonato ridículo que fizeram em 2013.

Só o que não precisamos é de mais um caso em que "clubes pequenos" sejam desfavorecidos, não para pagar por seus erros, mas para beneficiar "clubes grandes". Não precisamos de mais um caso de "virada de mesa" envolvendo os grandes do Brasil, como já aconteceram, envolvendo - inclusive - o próprio Fluminense.

Nosso futebol já tem motivos pra se envergonhar, muito mais do que mais uma jogada política de influências e de poderes.

Só um último comentário, inútil, mas sincero: com a experiência de torcedor que viu seu time passar por isso mais de uma vez, jogar a Série B é triste, humilhante, vergonhoso, decepcionante, mas como todas as vivências nos "níveis inferiores", é um acontecimento enriquecedor - se não financeiramente (que é para onde todos olham), pelos menos são experiências muito importantes que podem ser adquiridas.

Fanatismo ridículo: uma sociedade sem limites.

É revoltante, vexante, vergonhoso, desmoralizante e extremamente decepcionante ver cenas como as ocorridas durante o jogo entre Atlético-PR e Vasco, na última rodada do Campeonato Brasileiro.
Briga sem explicação, violência inútil, sem sentido, iniciada não se sabe por que(m) e com que motivo.

Pra começar, os dois times disputavam coisas completamente distintas na competição: Atlético precisava de um empate para garantir a vaga na Libertadores, enquanto Vasco precisava da vitória para fugir do rebaixamento. O resultado final da partida, 5x1 para o clube paranaense, foi o menos relevante.

Todos sabem o que foi que aconteceu: o jogo ficou parado enquanto torcedores de ambos os lados protagonizavam cenas brutais e desumanas de luta-livre, enquanto a segurança do interior do estádio se omitia, e a polícia militar, que estava no lado de fora, teve dificuldades em entrar nas arquibancadas do estádio em Joinville e interceder para que a batalha campal tivesse fim.

Não bastasse isso, o caso é seguido por nova disputa, agora burocrática entre Ministério Público e Polícia Militar, um alegando que o outro interferira para que a PM não entrasse no estádio, como é praxe na maioria das partidas de futebol no Brasil.

Agora convenhamos? De que importa saber de quem é a culpa por a polícia não estar dentro do estádio? Selvagens que se dizem torcedores, como aqueles que estavam no duelo em Joinville, quando estão dispostos a brigar, não medem esforços, e ultrapassam a barreira que for, seja de Polícia Militar, seja de segurança particular.
O que queremos é a identificação de todos os envolvidos e as respectivas punições, com o banimento - não temporário, mas permanente - de sua presença em eventos esportivos. Se essa fosse a medida padrão, teríamos menos pessoas envolvidas na briga, visto que alguns dos participantes - vascaínos, no caso - já estiveram envolvidos em brigas este ano mesmo, no jogo contra o Corinthians, em Brasília.

Discutir de quem é a culpa da ausência da PM dentro do estádio, além de inútil, só acoberta as ações de violência e vandalismo. Se as torcidas realmente fossem organizadas e civilizadas, não seria necessária a presença de qualquer tipo de segurança, uma vez que - assim espero - o objetivo de ir a um estádio de futebol ainda é torcer por seu time, pela vitória do clube que o representa, não para torcer pela desgraça do adversário, nem deixar que o duelo extrapole o limite das quatro linhas.

Esse fanatismo idiota e sem controle vai acabar por terminar com as torcidas nos estádios brasileiros. É uma situação extrema, mas é para onde trilham os rumos das torcidas organizadas que tomam conta das arquibancadas dos nossos estádios.

Esse fanatismo repugnante nos faz repensar vários conceitos e idéias pressupostos, não só para o futebol, mas para a sociedade como um todo.

Uma sociedade sem limites.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

São estes os melhores do campeonato?

Hoje mais cedo a CBF divulgou a lista dos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro em cada posição, segundo sua opinião. E o que temos? Uma seleção bastante criteriosa, mas que prioriza os melhores jogadores dos melhores times, não os verdadeiros melhores do Campeonato.

Os escolhidos da CBF foram:
Goleiro: Fábio (Cruzeiro)
Lat. Direito: Marcos Rocha (Atlético-MG)
Zagueiros: Dedé (Cruzeiro) e Manoel (Atlético-PR)
Lat. Esquerdo: Alex Telles (Grêmio)
Volantes: Nilton (Cruzeiro) e Elias (Flamengo)
Meio-campo: Paulo Baier (Atlético-PR) e Éverton Ribeiro (Cruzeiro)
Atacantes: Éderson (Atlético-PR) e Walter (Goiás)
Técnico: Marcelo Oliveira (Cruzeiro)

Éverton Ribeiro foi eleito ainda o melhor jogador da competição. Enquanto isso, Marcelo, atacante do Atlético-PR foi escolhido como revelação do torneio.

As escolhas, mesmo antes do fim do campeonato, e ainda que contemplem praticamente apenas duas equipes, foram em sua maioria justas e merecidas.

Contudo, vamos aqui trazer algumas outras opções que poderiam constar nesta lista:

Goleiros: é inegável o merecimento do cruzeirense Fábio, até pela grande temporada de sua equipe, mas alguns outros arqueiros precisam também ser destacados, mesmo com o menos brilhante desempenho de seus clubes, como é o caso de Wilson, do Vitória; Vanderlei, do Coritiba; Marcelo Lomba, do Bahia; e Walter, substituto do ídolo Cássio na meta do Corinthians.

Lateral Direito: Marcos Rocha foi o escolhido pela temporada, muito mais do que apenas pelo Campeonato Brasileiro, onde não teve tanto destaque quanto na Taça Libertadores, conquistada pelo Galo Mineiro. Mas também pela ausência de grandes nomes, exceptuando-se talvez o veterano Leonardo Moura, do Flamengo e o já contratado pelo São Paulo, mas jogador da Portuguesa na temporada 2013, Luís Ricardo.

Os zagueiros escolhidos foram realmente os que mais se destacaram na temporada, apesar de alguns momentos muito inconstantes de ambos - Dedé e Manoel - na temporada. Alguns outros nomes que merecem destaque são, por exemplo, o corintiano Gil; Rhodolfo, do Grêmio e Rodrigo, do Goiás.

Na lateral-esquerda, o escolhido Alex Telles, do Grêmio foi realmente o melhor da posição na temporada, e melhor jogador da equipe gaúcha neste Campeonato Brasileiro. Além dele, outros laterias esquerdos que se destacaram foram Júlio César,do Botafogo; William Matheus, do Goiás; Uendel, da Ponte Preta.

Os volantes também foram bem escolhidos. Tanto, que poucos outros nomes poderiam substituir Elias e Nilton na seleção do campeonato. Dentre esses nomes, podemos citar Guilherme, do Corinthians; Luis Cáceres, do Vitória; Souza, do Grêmio e até mesmo Willians, do Internacional.

No meio-campo, mesmo que merecida, a escolha de Paulo Baier pode gerar discordâncias, já que Éverton Ribeiro é a única peça inquestionável deste seleto grupo. Para esta posição, também poderiam estar na lista João Vitor, do Criciúma; Alex, do Coritiba; D'Alessandro, do Internacional; Ricardo Goulart, também do Cruzeiro além do holandês Seedorf, pelo desempenho no começo da temporada.

No ataque, as escolhas feitas pela CBF, mesmo que possam ter sido acertadas, talvez sejam as mais questionáveis, mas pela grande quantidade de atacantes em boa fase que brilharam no Campeonato Brasileiro. Além de Walter e Éderson, fizeram um bom campeonato Hernane, do Flamengo; William, do Cruzeiro; Lins, do Criciúma; Gilberto, da Portuguesa; Aloísio, do São Paulo; Fernandão, do Bahia e Fernandinho, do Atlético-MG.

Marcelo Oliveira foi merecidamente eleito o melhor treinador do torneio, pelo mérito na montagem do super elenco campeão. Cabe destacar também as campanhas de Ney Franco, no Vitória; Enderson Moreira, no Goiás e a volta de Muricy Ramalho ao São Paulo.

Já a escolha de Éverton Ribeiro como o melhor jogador da competição é uma decisão quase que unânime e praticamente inquestionável, pela brilhante atuação do meia Cruzeirense: grande cérebro do grande elenco mineiro, Campeão Brasileiro.

Bem ao contrário da escolha da revelação da competição. Não se pode negar que o atacante Marcelo fez uma boa temporada pelo Furacão de Curitiba, mas outros jogadores poderiam, com mais mérito, receber esta escolha. Por exemplo, o meia Otávio, do Internacional; ou o volante Guilherme, do Corinthians; ou o também volante Lucas Silva, do campeão Cruzeiro; ou ainda o lateral esquerdo Alex Telles, do Grêmio, que, embora não seja da base tricolor, fez sua estréia na elite do futebol brasileiro; ou ainda além, o meia Marlone, do Vasco.

Na minha humilde opinião, poderíamos ter uma seleção do Campeonato Brasileiro ainda mais qualificada se escalada com:
Fábio; Léo Moura, Gil, Manoel e Alex Telles; Souza, Guilherme, Éverton Ribeiro e D'Alessandro; Walter e Hernane.

E você, concorda? Discorda? Monte a sua seleção do Campeonato Brasileiro e comente!

sábado, 23 de novembro de 2013

A grande surpresa que vem da Série B

Associação Chapecoense de Futebol

Esse é o nome completo do clube que, para a surpresa da grande maioria, passou pela série B apenas de passagem na temporada de 2013, e em 2014 já estará na elite do futebol brasileiro.

Um time pequeno, com uma história bastante recente - se comparada à maioria dos grandes clubes do Brasil - mas com uma torcida muito fanática e intensamente apaixonada, que nos dias de jogos movimenta a cidade catarinense de Chapecó.

Fundada em 1973, a Chapecoense é um dos times que recentemente alcançou conquistas e resultados importantes que elevaram muito seu panorama no cenário regional e nacional. Em seus 40 anos de existência, conquistou 4 títulos catarinenses (1977, 1996, 2007 e 2011).

A passagem pela Série B foi mais rápida até mesmo do que grande parte da maioria dos torcedores acreditaria. Uma arrancada espetacular no início da temporada permitiram que a equipe, por algum tempo, chegasse a disputar a primeira posição da Segundona com o poderoso Palmeiras (o time de Chapecó liderou a competição na 1ª e da 4ª à 15ª rodadas). Contudo, a equipe foi perdendo a regularidade, empatando muitos jogos e perdendo o contato com o time paulista, que acabou disparando na ponta da tabela de classificação. Ainda assim,a gordura acumulada no início do campeonato foi suficiente para garantir à Chapecoense a vice-liderança e o acesso à Série A do próximo ano.

Em números, foram 37 partidas disputadas até o momento, com apenas 6 derrotas - mesmo número do campeão Palmeiras - a diferença, entretanto, está no número de empates: enquanto o time paulista empatou apenas 7 vezes, a Chapecoense empatou 12, e venceu outras 19.
Nestes 37 jogos, foram 59 gols marcados (quinto melhor ataque) e 31 sofridos (segunda melhor defesa) o que credencia a equipe com um saldo de 28 gols positivos.

Destes 59 gols marcados, mais de metade deles foram pelo atacante Bruno Rangel: artilheiro absoluto da Série B, com 30 tentos assinalados. Uma quantidade tão grande que garante a ele o título de maior goleador da história da segunda divisão no Brasil. Para se ter uma ideia, nesta temporada, depois dele, quem mais marcou foi Marcos Aurélio, do Sport - com 10 gols a menos (20).

Além de Bruno Rangel, a Chapecoense tem destaques como o experiente goleiro Nivaldo - há muitos anos titular da equipe; os zagueiros Dão e Alemão, que aos poucos foram se firmando na defensiva do time; o jovem volante Augusto, oriundo da base do Internacional, e um dos grandes nomes da temporada do Verdão do Oeste;  o meia armador Athos, que vem se recuperando recentemente de lesão, e com participação em muitos gols da equipe, sempre com passes muito precisos; e o experiente atacante Rodrigo Gral, de 36 anos - com passagem por equipes como Grêmio, Flamengo, Juventude, Sport, Bahia, Futebol Japonês e, inclusive, seleções de base.

Mas, talvez o grande destaque desta surpresa que foi a Chapecoense em 2013 tenha sido o treinador  e ex-goleiro Gilmar Dal Pozzo. Como atleta, passou por equipes conhecidas como Caxias, Goiás e Avaí, além do Marítimo, de Portugal. Como técnico, desde 2008 teve algum destaque em times do interior do Rio Grande do Sul. Mas nada que se compare a essa passagem pelo time de Chapecó, em que boa parte da responsabilidade pela campanha meteórica do clube na competição nacional é creditada a ele.

Fica claro que, embora recente, a ascensão da Chapecoense é muito consolidada por uma equipe-base bem estruturada, com peças que complementam bem o elenco, um treinador com ideias diferentes para o futebol, um estádio próprio e recentemente reformulado para acomodar a sua fanática torcida.

É também evidente que para disputar a Série A na próxima temporada a equipe precisará de uma reformulação muito grande no elenco, a contratação de peças de qualidade que possam agregar técnica e experiência a um time já praticamente montado!

Seja bem vinda Chapecoense à Primeira Divisão!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O chato contra a chatice.

É fato incontestável que a formulação de pontos corridos é hoje consolidada, não só no Brasil, mas também nos grandes centros do futebol mundial. Praticamente ninguém mais hoje põe à em dúvida a funcionalidade e a eficiência deste método para escolher o melhor time de um campeonato.

Contudo, segue aqui este breve apaixonado pelo esporte que continua defendendo o "mata-mata", os jogos eliminatórios, que trariam de volta consigo o mais importante, o mais apaixonante, o mais instigante do futebol: a emoção.

Com sabe-se lá quantas rodadas de antecipação o Cruzeiro já é campeão brasileiro de 2013. Os matemáticos que me desculpem com seu 100%, mas é inevitável que o título vá para Belo Horizonte. A última vitória - o 3x0 contra o Grêmio - foi apenas o golpe final para sacramentar o time mineiro como único a vencer todos os times em uma única edição da campeonato por pontos corridos. O título? Esse o Cruzeiro já venceu há várias rodadas, quando conseguiu abrir uma margem de 12 pontos sobre o segundo colocado - na época o Botafogo.

A briga pelas vagas na Libertadores? Ah! Há sim disputa! Quatro times brigam por três vagas, sendo que o Botafogo, em sua decadência rotineira e anual deve ser o time a ficar de fora. A disputa está praticamente decidida: Atlético-PR em segundo, Grêmio/Goiás em terceiro, e o outro em quarto. Fica a dúvida se Ponte Preta ou São Paulo levar o caneco na Copa Sul-Americana. Aí sim, em teoria, Goiás e Grêmio disputariam a terceira vaga, já que o G-4 se tornaria G-3.

Portanto, a disputa mais acirrada, mais empolgante e mais emocionante deste campeonato brasileiro de 2013 é... a briga contra o rebaixamento? É!

Triste, mas é!

E a evidência é ainda maior sobre estes duelos, tendo em vista dois times considerados "grandes" no futebol nacional: os cariocas Fluminense (que acaba de anunciar Dorival Jr. como substituto do recém demitido Vanderlei Luxemburgo) e Vasco. Um briga com o outro contra (ou a favor?) o rebaixamento. Mas, se ambos continuarem nesta fase de mais revés do que vitórias, correm o risco de morrerem abraçados, e deixar o Criciúma escapar da degola.

Não é preciso nem comentar a deprimência e a vergonha que é para dois times como estes, deste "nível" viverem esta fase. Mas...
Vamos agradecer a eles!
São Vasco e Fluminense, na disputa contra o rebaixamento - envolvendo ainda Bahia e Criciúma - quem está dando ânimo e graça a este campeonato monótono, modorrento: um marasmo sem fim. Ou melhor, com um fim que demora muito mais do que a efetiva durabilidade do campeonato.

É demais este chato ficar defendendo o campeonato com jogos decisivos. Com finais!

Mas não acho que seja nunca demais - mesmo que já esteja ficando chato - defender o fim da chatice que é o atual campeonato brasileiro de pontos corridos.