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segunda-feira, 2 de junho de 2014

O Brasil para a Copa do Mundo!

Minha avaliação da lista de convocados por Luiz Felipe Scolari:
Julio César:
É um goleiro que está no ponto. Pra entregar outra copa. Saiu da reserva da segunda divisão inglesa para o fraquíssimo campeonato dos Estados Unidos e nem assim conseguiu se destacar. Mas, não sei como, tem a confiança do Felipão.

Jéfferson:
Há tempos vem buscando espaço na seleção. Apesar de pouco atuar, era convocado frequentemente. Fez por merecer estar na lista.

Victor:
O melhor goleiro do Brasil na atualidade. Praticamente deu o título da Libertadores ao Atlético Mineiro em 2013 e manteve o alto nível este ano. Passou por uma “crise técnica” após não ser convocado para a copa de 2010, quando também vivia grande fase jogando pelo Grêmio, mas recuperou a confiança a tempo de estar na lista deste ano.

Daniel Alves:
É praticamente uma unanimidade. Não é craque, mas cumpre bem o sue papel e tem muita qualidade no apoio ao ataque, inclusive tendo participação importante na armação das jogadas ofensivas. Mas às vezes deixa a defesa exposta, obrigando os volantes a guardarem posição.

Maicon:
Há tempos não vive sua melhor fase, mas recentemente vem recuperando seu bom futebol. Provavelmente jogará pouco, isso se chegar a jogar, mas não comprometeria em caso de necessidade.

Marcelo:
Outra unanimidade. Um dos melhores, senão o melhor lateral da atualidade. A única coisa que lhe compromete, além do cabelo, é o temperamento esquentado. Se conseguir se controlar, fará um grande mundial.

Maxwell:
“Na falta de alguém melhor, vai ele mesmo!” Esse deve ter sido o pensamento do Felipão ao convocá-lo. Mas para quem viveu de Roberto Carlos até pouco tempo atrás, não é má opção.

Thiago Silva:
Incontestável e insubstituível. O melhor zagueiro do mundo da atualidade. Não tem ninguém à sua altura para lhe fazer companhia, muito menos para substituí-lo.

Davi Luiz:
É um ótimo defensor quando faz o simples, mas inventa muito. Sobe ao ataque desgovernadamente, deixando a defesa exposta. Isso sem falar do cabelo feio. Se Felipão conseguir fazer ele ficar na defesa já é grande coisa.

Dante:
Tinha opções melhores, mas aproveitou muito bem as chances que teve na seleção e garantiu sua vaga.

Henrique:
Prefiro não comentar. Apenas estou esperando o Felipão dizer: “Pegadinha do malandro!!!”.

Luiz Gustavo:
É o craque tático, faz o simples e não erra, Cobre muito bem as subidas dos laterais. Mas tinha opções melhores.

Paulinho:
Na minha opinião, é uma mentira! É nulo tanto no ataque quanto na defesa. Apenas cerca os adversários, mas não marca. Tem um ou dois lances de genialidade durante todo o jogo e depois some. E ainda por cima está fora de forma, na reserva em seu clube.

Ramires:
Um dos melhores brasileiros da atualidade. Deveria ser titular, pois, ao contrário do Paulinho, sabe marcar e ofensivamente também é muito bom e, apesar dos desentendimentos com a comissão técnica, não tinha como ficar de fora.

Hernanes:
Não é mau jogador, principalmente ofensivamente, mas acho que Felipão deveria ter optado por mais um primeiro volante. Se Luiz Gustavo se machucar ou estiver suspenso, vai ter que improvisar.

Fernandinho:
Gosto muito de vê-lo jogar como terceiro homem do meio de campo, sem tanta responsabilidade na marcação, apesar de poder atuar como volante também. É uma espécie de coringa da seleção, tem muita disposição e qualidade técnica.

William:
Está jogando como nunca jogou na vida, por isso foi convocado. Apareceu para o mundo há pouco tempo e demonstrou técnica e habilidade. Seria muito bom tê-lo no time titular, ao lado de Oscar na armação, pois além de qualidade os dois têm entrosamento.

Oscar:
Às vezes fica sobrecarregado por não ter companhia na armação, já que os volantes não apóiam e quando os laterais sobem ao ataque, ele tem que ficar na cobertura. O que confirma a afirmação de Paulinho é nulo, tanto no ataque quanto na defesa e o principal afetado por isso é o camisa 10, que mesmo assim vem tendo grandes atuações pela seleção.

Bernard:
Tem muita velocidade e habilidade, mas precisa ser mais objetivo. Esse mundial vai fazer com que ele adquira experiência e amadureça, para daqui quatro anos poder fazer a diferença de verdade.

Hulk:
Para conseguir se destacar precisa que o time jogue para ele. Mas, por incrível que pareça, Felipão conseguiu fazê-lo parar de pensar que é craque e jogar pelo time. Mas ainda não me convenceu. É limitado tecnicamente e a perna direita serve só pra subir escadas.

Neymar:
É a grande esperança dos brasileiros, o que na minha opinião é demais para um garoto. Muitos vão falar de outro garoto de 17 anos que foi considerado craque ao dar o titulo à seleção em 1952. Mas a única coisa que Pelé e Neymar têm em comum é o clube de origem. Neymar é muito bom jogador, mas não tanto quando dizem. Tem muita habilidade com a bola nos pés e é excelente finalizador, mas ainda precisa evoluir para chegar ao status de craque. Mas ainda assim é a melhor esperança do Brasil na busca do título.

Jô:
Devido à escassez de centroavantes em boa fase, se tornou uma das melhores e mais prováveis escolhas de Felipão. Tem muito mais qualidade que Fred, e ainda assim é ruim. Mas a fase é boa e é matador.

Fred:
É uma piada. Tão ruim quanto eu, ou até pior. Mas falar dele é fácil, difícil é ele dominar a bola. Mesmo com poucas opções de qualidade para o ataque, ele seria uma das últimas escolhas. Só faz gol se a bola sobrar pra ele, sem goleiro e embaixo das traves. Tem mais sorte do que qualquer jogador que eu tenha visto. Faz uma quantia considerável e surpreendente de gols, mas a quantidade de chances que perde não compensa. Mas é um cara gente boa, bom de grupo e Felipão confia nele (risos).

Possíveis opções para cada posição:
Goleiros:
Diego Alves (Valencia): é muito seguro e apesar de ainda novo, tem experiência internacional. Titular na minha opinião.
Fábio (Cruzeiro): há anos vive grande fase, mas não é um dos três melhores.

Laterais:
Rafinha (Bayern Munique): é completo, tem disposição, velocidade e técnica. Talvez ocupasse o lugar do Maicon.
Filipe Luis (Altético de Madri): é esforçado e compensa a falta de técnica com muita disposição. Fez grande temporada pelo Atlético de Madri.
Alex Telles (Galatasaray): vão rir de mim, mas é o futuro da seleção e sou a favor de dar experiência aos possíveis futuros craques. É muito bom jogador.

Zagueiros: (Poderia citar dezenas de jogadores melhor que o Henrique)
Miranda (Atlético de Madri): grande temporada e há anos vem se destacando na Europa. Titular na minha opinião.
Marquinhos (Paris Saint-Germain): também para ganhar experiência, mas já é uma realidade, grande zagueiro!

Volantes:
Sandro (Tottenham Hotspur): Como admirador da posição, tenho que admitir que o Brasil não tenha ninguém com sua qualidade.
Lucas Leiva (Liverpool): Muita raça, coisa que falta na seleção do Felipão. Gosto muito desse jogador.
Fernando (Shaktar Donetsk): outra boa opção de primeiro volante, podendo sair para o ataque com qualidade também.

Meias:
Douglas Costa (Shaktar Donetsk): Parece esquecido dos brasileiros, mas quem acompanha sabe que desde que foi jogar na Ucrânia, evoluiu muito é excelente armador.
Everton Ribeiro (Cruzeiro): melhor jogador no brasileirão em 2013, já merecia uma vaga na seleção.
Philippe Coutinho (Liverpool): fez grande temporada no Liverpool e deu muita qualidade ao time que
há tempos dependia do já veterano Gerrard. Tem técnica apurada e muita habilidade. Titular no lugar de Hulk, na minha opinião.

Atacantes:
Luiz Adriano (Shaktar Donetsk): também esquecido no Leste europeu, há anos se destaca pelo Shaktar, clube que por sinal teria diversas opções para Felipão.
Alan Kardec (São Paulo), Hernane (Flamengo), Luis Fabiano (São Paulo), Damião (Santos), Pato (São Paulo), Caça-Rato (Santa Cruz), Éderson (Atlético-PR), Bruno Rangel (Chapecoense), Rafael Moura (Internacional), Zulu (Juventude), Sandro Sottilli (aposentado), Gustavo Papa (Brasil de Pelotas), Eu, minha vó e com o perdão da palavra, até o Papa de verdade, mesmo sendo argentino, é melhor que o Fred.
E a seleção ainda contaria com uma “ajuda divina”.

Texto escrito por Diogo Conti

sábado, 23 de novembro de 2013

A grande surpresa que vem da Série B

Associação Chapecoense de Futebol

Esse é o nome completo do clube que, para a surpresa da grande maioria, passou pela série B apenas de passagem na temporada de 2013, e em 2014 já estará na elite do futebol brasileiro.

Um time pequeno, com uma história bastante recente - se comparada à maioria dos grandes clubes do Brasil - mas com uma torcida muito fanática e intensamente apaixonada, que nos dias de jogos movimenta a cidade catarinense de Chapecó.

Fundada em 1973, a Chapecoense é um dos times que recentemente alcançou conquistas e resultados importantes que elevaram muito seu panorama no cenário regional e nacional. Em seus 40 anos de existência, conquistou 4 títulos catarinenses (1977, 1996, 2007 e 2011).

A passagem pela Série B foi mais rápida até mesmo do que grande parte da maioria dos torcedores acreditaria. Uma arrancada espetacular no início da temporada permitiram que a equipe, por algum tempo, chegasse a disputar a primeira posição da Segundona com o poderoso Palmeiras (o time de Chapecó liderou a competição na 1ª e da 4ª à 15ª rodadas). Contudo, a equipe foi perdendo a regularidade, empatando muitos jogos e perdendo o contato com o time paulista, que acabou disparando na ponta da tabela de classificação. Ainda assim,a gordura acumulada no início do campeonato foi suficiente para garantir à Chapecoense a vice-liderança e o acesso à Série A do próximo ano.

Em números, foram 37 partidas disputadas até o momento, com apenas 6 derrotas - mesmo número do campeão Palmeiras - a diferença, entretanto, está no número de empates: enquanto o time paulista empatou apenas 7 vezes, a Chapecoense empatou 12, e venceu outras 19.
Nestes 37 jogos, foram 59 gols marcados (quinto melhor ataque) e 31 sofridos (segunda melhor defesa) o que credencia a equipe com um saldo de 28 gols positivos.

Destes 59 gols marcados, mais de metade deles foram pelo atacante Bruno Rangel: artilheiro absoluto da Série B, com 30 tentos assinalados. Uma quantidade tão grande que garante a ele o título de maior goleador da história da segunda divisão no Brasil. Para se ter uma ideia, nesta temporada, depois dele, quem mais marcou foi Marcos Aurélio, do Sport - com 10 gols a menos (20).

Além de Bruno Rangel, a Chapecoense tem destaques como o experiente goleiro Nivaldo - há muitos anos titular da equipe; os zagueiros Dão e Alemão, que aos poucos foram se firmando na defensiva do time; o jovem volante Augusto, oriundo da base do Internacional, e um dos grandes nomes da temporada do Verdão do Oeste;  o meia armador Athos, que vem se recuperando recentemente de lesão, e com participação em muitos gols da equipe, sempre com passes muito precisos; e o experiente atacante Rodrigo Gral, de 36 anos - com passagem por equipes como Grêmio, Flamengo, Juventude, Sport, Bahia, Futebol Japonês e, inclusive, seleções de base.

Mas, talvez o grande destaque desta surpresa que foi a Chapecoense em 2013 tenha sido o treinador  e ex-goleiro Gilmar Dal Pozzo. Como atleta, passou por equipes conhecidas como Caxias, Goiás e Avaí, além do Marítimo, de Portugal. Como técnico, desde 2008 teve algum destaque em times do interior do Rio Grande do Sul. Mas nada que se compare a essa passagem pelo time de Chapecó, em que boa parte da responsabilidade pela campanha meteórica do clube na competição nacional é creditada a ele.

Fica claro que, embora recente, a ascensão da Chapecoense é muito consolidada por uma equipe-base bem estruturada, com peças que complementam bem o elenco, um treinador com ideias diferentes para o futebol, um estádio próprio e recentemente reformulado para acomodar a sua fanática torcida.

É também evidente que para disputar a Série A na próxima temporada a equipe precisará de uma reformulação muito grande no elenco, a contratação de peças de qualidade que possam agregar técnica e experiência a um time já praticamente montado!

Seja bem vinda Chapecoense à Primeira Divisão!