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domingo, 17 de novembro de 2013

Um desfavor ao futebol brasileiro

É exatamente isso que Neymar faz para o Brasil. O amistoso de ontem, contra Honduras foi a prova mais veemente disso. O 5x0 - resultado final da partida - foi mero coadjuvante na noite de ontem.

Além de jogar muito pouco, apanha. Mas apanha, não porque joga bem e os adversários o caçam por ele oferecer perigo ao gol inimigo. Longe disso. Apanha porque ao invés de jogar, de tentar fazer com que sua equipe vença, fica na lateral do campo, passando o pé em cima da bola, driblando - mas sempre em direção ao próprio campo. As jogadas nunca tem objetivo prático e efetivo nenhum.
Tudo isso pra provocar o adversário.

Pode soar estranho, mas apanha porque gosta! Apanha porque pede! Apanha porque nas chances que tem de realmente ser útil para o Brasil, chuta na arquibancada uma bola cara-a-cara com o goleiro adversário.

E saiu da partida de ontem porque se mostrou mais inútil do que nunca.

Afinal, foi depois da saída do "gênio" Neymar que o Brasil começou a jogar realmente bem, a criar jogadas envolventes e a encantar o torcedor brasileiro em Miami.

Willian, agora no Chelsea, em sua primeira convocação mostrou que tem vaga nesta seleção. Uma atuação muito consistente e muito produtiva, mesmo tendo entrado apenas no intervalo.
Robinho voltou a jogar bem...
Até o Hulk - quem diria - jogou bem e participou de dois gols da seleção.

Enfim, com a saída de Neymar, os jogadores puderam ter liberdade para movimentar-se, para tabelar com quem quisessem, para procurar, de fato, as melhores jogadas para o Brasil.

Sem Neymar, o Brasil tem liberdade para mostrar todo seu potencial. Tem liberdade para ser o Brasil, pentacampeão mundial.

Os Hondurenhos realmente pegaram pesado e foram desleais. Mas nada justifica provocar ainda mais essa deslealdade com as eternamente inúteis firulas do craque inútil e inoperante do Brasil.

Pena que, mais uma vez, o Brasil só percebe as "deslealdades" alheias, e fecha os olhos para suas próprias deficiências.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Quem não tem Diego Costa, caça com Robinho.

Depois da lastimável perda do atacante hispano-brasileiro Diego Costa, do Atlético de Madrid - que optou por defender a seleção da Espanha - a Confederação Brasileira de Futebol, personificada no treinador de sua seleção, Luis Felipe Scolari, resolveu tentar convocar alguém que pudesse suprimir essa rejeição de Diego Costa. Alguém que tivesse alguma representatividade e um certo apelo junto ao torcedor.

E o escolhido foi... Robinho!

Exatamente!
O "craque" das pedaladas!

Tão carregadas de rancor foram as declarações de Luís Felipe Scolari e do presidente da CBF, José Maria Marin, que ficou óbvio e explícito para quem quisesse ver, que a convocação de Robinho foi um consolo ao torcedor brasileiro, um "remendo", um "tapa-buracos" da situação.

É evidente que Robinho é um jogador altamente qualificado, ágil, veloz, ótimo driblador, com passagens por clubes de alto nível, como Santos, Real Madrid, Manchester City e Milan, onde atua hoje. Já comprovou inúmeras vezes, na própria seleção, que tem sim condições de defender o Brasil.

O grande problema, no entanto, é o momento e a situação em que esta convocação foi feita: além de servir como segunda opção às escolhas de Felipão, Robinho estava há dois anos sem vestir a amarelinha, e atua na Itália, justo num momento de absoluto declínio do futebol deste país e, sobretudo, um momento muito instável e fraco tecnicamente do Milan.
Num campeonato que perdeu qualidade e reconhecimento nas últimas temporadas, que tem o nível de qualidade declinado na maioria das equipes, a equipe "rossonera" ocupa a mísera e indigesta décima colocação, atrás de times minúsculos, como a Atalanta, a Udinese e o Hellas Verona.
Mesmo na Champions League, o time vive também uma fase intranquila, principalmente com a derrota em casa para o Barcelona. Ainda assim, consegue ocupar a segunda colocação de um grupo que tem, além de Milan e Barcelona, o Ajax (da Holanda) e o Celtic (da Escócia).

E mesmo com essa fase nem tão "agradável" do Milan, Robinho não tem nem conseguido se firmar como titular. O técnico Maximiliano Allegri faz um revezamento no ataque, e Robinho acaba tendo que brigar por vaga com, principalmente, mais três italianos: Matri, Balotelli e El Shaarawy. Em onze jogos pela "Séria A" - a primeira divisão do Campeonato Italiano - o brasileiro marcou apenas dois gols.
Além disso, antes dessa lembrança de Felipão, Robinho passou longos meses esquecido pela maioria dos brasileiros, ora por má fase técnica, ora por lesões.

Então eu pergunto a você: por quê Robinho?

Sabe porquê? Mídia e média com o povo brasileiro.
Foi o modo que a CBF criou para tentar iludir os torcedores da seleção, e tentar apagar o vergonhoso fato da rejeição recém sofrida. Tampar o buraco aberto por este "não", que se não fechado, acabará revelando ainda mais a vexante realidade da gestão do futebol no Brasil, e as condições subumanas que a maioria dos jogadores tem para exercer sua profissão.

Robinho pode voltar a brilhar na seleção brasileira?
Sim!

E vai voltar, de fato, a brilhar? 
Dificilmente! Pelo menos não agora.

Espero que essa situação tão vexante sirva, ao menos, para que alguém se dê conta do descaso da CBF para com a maioria dos clubes e jogadores, e que o Brasil não precise passar por mais ocasiões deprimentes como essa , sendo preterido por um "nativo", pois suas instituições organizadoras não são capazes de realmente organizar o esporte nacional. 
Que não precisemos ficar passando por vergonhas como essa, e por perdas técnicas de milhares de "Diegos Costas", espalhados por todos os cantos deste país!

Incompetências e deficiências explicitadas por Diego Costa

Uma constatação não exclusiva e não difícil de ser feita é de que o futebol brasileiro é um futebol de terceiro nível, sobretudo se levados em consideração a qualidade dos clubes e das entidades que os regulamentam.
São instituições inúteis, que defendem o interesse de uma minoria, seja em âmbito regional ou nacional em detrimento a clubes de menos expressão. Soma-se a isso a corrupção já naturalizada e interiorizada na sociedade brasileira, que se reflete no futebol: entidades burocráticas, milionárias e que não atendem minimamente às necessidades da estruturação do futebol.

Os clubes, bem como a CBF e as Federações estaduais são entidades de fato muito ricas, principalmente no Centro-Sul. Recebem receitas milionárias oriundas de patrimônio público, mídia e também dinheiro público. E os resultados disso, cadê?

O Campeonato Brasileiro é ridículo, com times decadentes, com mesclas irregulares de jovens buscando um lugar no sol, jogadores toscos que não conseguem sair daqui ou veteranos, consagrados, e que vem para cá encerrar suas carreiras.
Nem se comenta as divisões inferiores e os campeonatos em estados de menor expressão, que tem condições mais precárias e inadequadas à prática de esporte.

Mas... 
se Clubes/Federações realmente investissem todo dinheiro recebido, investido no desenvolvimento do "esporte nacional" - que muitas vezes vaza "por baixo dos panos", e que mediocriza nossos campeonatos, teríamos sim condições de um campeonato decente.

Com esse dinheiro, de fato, revertido em prol dos clubes, estruturas e campeonatos, certamente poderíamos realizar competições de nível da Premier League (Inglaterra), da Bundesliga (Alemanha), da liga BBVA (Espanha), da Ligue 1 (França), etc.

E, mesmo assim, nossa querida CBF, na pessoa do excelentíssimo presidente Sr. José Maria Marin, quer exigir judicialmente que um certo jogador defenda a seleção deste país, onde, para não morrer de fome jogando futebol, um atleta precisa abandonar casa, família,ou ainda, sem espaço, precisa  sair do país para ter ser trabalho reconhecido.

E ainda, o caríssimo treinador da Seleção do Brasil, Luís Felipe Scolari, grandíssissimo marionete da CBF, tenta jogar a torcida brasileira contra esse jogador, que apenas optou por atuar pela seleção de outro país, onde recebeu estrutura, apoio psicológico e financeiro e condições para exercer sua profissão.

Uma escolha sábia, que demonstra gratidão, e evidencia uma série de incompetências e deficiências da gestão do futebol no Brasil.